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| Governos do Brasil e do Paraguai vão tratar conjuntamente da questão dos brasiguaios |
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Collor comunicou aos senadores que a comissão constituirá um grupo parlamentar que irá ao Paraguai para verificar a situação dos brasiguaios. O senador citou dados do Ministério das Relações Exteriores segundo os quais, desde a década de 1970, vivem na região do conflito entre 80 mil e 150 mil brasiguaios. Collor disse que as terras em questão, situadas no leste do Paraguai, estão entre as mais valorizadas do país, por causa do solo fértil e do modo como foram preparadas para o cultivo pelos produtores brasileiros para realizar o cultivo. “Os brasiguaios contribuem com parcela considerável da produção de soja no Paraguai, o que levou aquele país à condição de quarto maior produtor de soja do mundo em 2010”, ressaltou o senador. Para ele, o governo Lugo tem adotado medidas “paliativas” no tratamento da questão dos brasiguaios, apesar de ter comunicado aos carperos que não tolerará nenhuma invasão. “O governo paraguaio tem tratado o caso dos sem-terra com medidas paliativas que não foram suficientes até agora para resolver a questão”, disse Collor. De acordo com o senador, o envio de “alguns policiais” para a área de conflito e a designação de uma comissão para tratar do problema mostram que o governo de Lugo “acompanha o assunto relativamente a distância”. Segundo Collor, é possível que o fato de o Paraguai estar em um ano pré-eleitoral “esteja influenciando o comportamento das autoridades”.
Fonte: Agência Brasil
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