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| Vereadores abrem mão de ‘supersalários’ |
Sob pressão, os vereadores de Taubaté barraram ontem três projetos que concediam aumentos salariais de até 67% e beneficiavam prefeito, vice-prefeito, secretários e os próprios parlamentares a partir de 2013. Dos onze vereadores presentes à sessão, oito votaram contra os projetos. As propostas fixavam os subsídios a serem recebidos pelos agentes políticos da cidade a partir do ano que vem. No final, os vereadores aprovaram um reajuste de 6% sobre os vencimentos a partir de abril. Na mesma sessão, os parlamentares rejeitaram a abertura de um novo processo de cassação contra o prefeito Roberto Peixoto (PMDB) por irregularidades na compra de medicamentos (leia texto ao lado). Votação. A votação dos aumentos não estava prevista na pauta da sessão, mas os projetos foram incluídos em regime de urgência a pedido do vereador Chico Saad (PMDB). A medida havia sido acordada pelos vereadores anteontem. As propostas de aumento foram os últimos itens a serem votados, por volta de 17h30 --cerca de 40 pessoas acompanharam das galerias o processo. O vereador Jeferson Campos (PV) chegou a pedir o adiamento da discussão, mas os demais vereadores não aceitaram. Os itens rejeitados previam aumento de 49,3% no subsídio de prefeito, que passaria de R$ 11.188,06 para R$ 16.714,08. O aumento para o vice seria de 67%, de R$ 3.346,32 para R$ 5,6 mil. Os vereadores contariam com acréscimo de 29,5% --de R$ 6.118 para R$ 7.922,81. Reação. A recusa do aumento ocorreu após a repercussão negativa dos projetos. “Quem trabalha merece receber por isso, mas pela situação de hoje \[ontem\] não tinha como votar”, disse a vereadora Maria das Graças (PSB). Além da polêmica sobre o os aumentos, a sessão foi marcada pelo engavetamento de um pedido de Comissão Processante contra o prefeito Roberto Peixoto. “Seria um contra-senso aprovar os projetos de subsídios”, disse a vereadora Pollyana Gama (PPS). Já Rodson Lima (PP), que votou a favor do aumento, afirmou que a rejeição foi hipócrita. “Está dentro da lei, mas colegas acham melhor não votar por ser ano político.” Discussão. A rejeição, contudo, não extingue a possibilidade de aumento. O tema deverá voltar à pauta da Câmara ainda este ano --possivelmente no primeiro semestre. A discussão dele é necessária porque os vereadores tem, por obrigação legal, que definir os valores dos subsídios do prefeito, vice, secretários e dos parlamentares para a próxima legislatura --o aumento, porém, é opcional. “Pode até ser mantido o mesmo valor pago hoje, mas algum projeto tem que ser aprovado e até agosto, antes do período eleitoral”, disse o vereador Chico Saad. Revisão. Com os projetos aprovados ontem, os 14 vereadores contarão com um aumento de 6% em seus subsídios para este ano. A remuneração subirá para R$ 6.485,08 --para o presidente da Câmara, Luizinho da Farmácia (PR), o valor será de R$ 7.357,46. O reajuste elevará o subsídio do prefeito para R$ 11.859,34 e a da vice Vera Saba (PT) para R$3.547,09. A remuneração dos 14 secretários da prefeitura subirá de R$ 8,6 mil para R$ 9.116. Os vereadores alegam que o acréscimo de 6% visa repor as perdas geradas pela inflação no ano. Desde 2009, essas reposições já somam 17,77%.
O PACOTE DE AUMENTOS Aprovados
Fonte: O Vale |






Sob pressão, os vereadores de Taubaté barraram ontem três projetos que concediam aumentos salariais de até 67% e beneficiavam prefeito, vice-prefeito, secretários e os próprios parlamentares a partir de 2013. 


