| Qui, 17 de Maio de 2012 11:00 |
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| Maiores economias precisam gerar 21 milhões de empregos |
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) advertiram hoje (17) que os líderes dos países que compõem o G20 (as maiores economias do mundo) devem estimular a geração de 21 milhões de empregos para fortalecer a economia. A orientação foi exposta durante a reunião que antecede as discussões dos presidentes e primeiros-ministros da Cúpula do G20, em Guadalajara, no México.
Pelos dados da OIT, a Alemanha, o Brasil, a Indonésia, a Rússia, a Turquia e, recentemente, os Estados Unidos registraram queda nas taxas referentes ao desemprego. O estudo também destaca o elevado aumento do emprego informal nos países emergentes, atingindo uma média de 45% em oito dos países do G20.
Em todos os países do G20 há mudanças na chamada composição do setor do emprego, de acordo com o relatório da OIT, ressaltando que os serviços públicos têm sido uma importante fonte de criação de emprego a partir de 2010.
De acordo com a OCDE e a OIT, as taxas de desemprego aumentaram de uma forma geral nas economias mais ricas em aproximadamente 1,5%. Os órgãos ressaltaram ainda que houve um aumento nos níveis de subemprego, o que preocupa os especialistas pela instabilidade causada aos trabalhadores.
"A Cúpula do G20 terá oportunidade de abordar as causas da persistente fraqueza da economia global", disse o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. "Agora está claro que o caminho é por meio de uma maior integração entre as políticas econômicas e sociais, com foco nos investimentos produtivos, de emprego e trabalho decente."
Segundo Juan Somavia, em todos os países do G20, a taxa de desemprego entre jovens supera em duas ou três vezes maior que a entre adultos.
Fonte: Rede Brasil Atual
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| Qua, 16 de Maio de 2012 10:39 |
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| Grécia terá novas eleições para definir futuro econômico do país |
Os gregos irão às urnas mais uma vez em junho para escolher um novo Parlamento, em uma eleição que deve definir o futuro político e econômico do país nos próximos anos. Após o fracasso na formação de um governo, devido ao impasse envolvendo os principais partidos, o presidente Karolos Papoulias confirmou nesta terça-feira (15/05) a convocação do novo pleito. Em jogo, estará a opção por continuar ou não com as políticas de austeridade fiscal impostas pela União Europeia que tem penalizado a população, e a manutenção do país na Zona do Euro.
Até lá, a Grécia ficará em uma espécie de limbo, já que nenhuma das forças políticas conseguiu maioria parlamentar para indicar os integrantes do gabinete. Papoulias se reunirá amanhã às 13h locais (7h de Brasília) com os líderes políticos para formar um governo de transição - liderado por um alto magistrado - que dirija o país até as eleições.
O anúncio de Papoulias vem após uma semana de negociações fracassadas entre os partidos mais votados nas eleições de 6 de maio, que resultaram na derrota das legendas tradicionais e em um Parlamento fragmentado. Após os três primeiros colocados não conseguirem apoio suficiente para alcançar maioria, o presidente chegou a propor um novo governo de técnicos, o que não foi aceito pelos partidos.
O novo pleito colocará mais uma vez em lados opostos os partidos tradicionais (Pasok e Nova Democracia), que defendem o cumprimento das medidas de austeridade fiscal impostas pela União Europeia para equilibrar as contas públicas do país, e as legendas que querem romper o acordo por considerá-lo injusto com a população grega. Dentre eles, destaca-se a frente de esquerda Syriza, que foi a principal surpresa das eleições de 6 de maio, alcançando o segundo lugar.
A Syriza se opôs a uma coalizão com Pasok e ND e é apontada como favorita para o novo pleito. O partido quer rever o acordo com a Troika, mesmo que isso signifique a saída do euro. Para conceder o empréstimo, a Troika exigiu a adoção de políticas de austeridade fiscal, que incluem corte generalizado de gastos sociais do governo, demissão de funcionários públicos e redução de salários e aposentadorias - medidas que mergulharam a Grécia em uma recessão econômica, com aumento do desemprego e da pobreza.
"As forças do memorando (da Torika) seguem chantageando o povo, mas não entendem que uma gente que está sofrendo assim não pode ser chantageada. Nas novas eleições devemos melhorar nossos resultados para formar um governo de esquerda", disse Alexis Tsipras, líder da Syriza.
Já o chefe do Pasok, Evangelos Venizelos, apelou para que a população vote com "responsabilidade". "Pelo amor de Deus, vamos partir para algo melhor e não para algo pior", disse o líder do partido social-democrata.
Fonte: Rede Brasil Atual
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| Ter, 15 de Maio de 2012 09:53 |
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| Hollande toma posse como presidente da França |
Apenas 11 dias depois de eleito, o novo presidente da França, François Hollande, de 57 anos, tomou posse na manhã de hoje (15). Seguindo seu estilo sóbrio, a cerimônia foi simples e sem pompas, apesar dos 400 convidados. Em seu primeiro discurso no cargo, ele defendeu a busca pela redução da crise econômica internacional por meio do estímulo da economia e da geração de emprego. Disse que promoverá um governo justo, impedindo a discriminação aos imigrantes.
Hollande foi recebido na porta do Palácio do Eliseu pelo antecessor Nicolas Sarkozy. Ambos se cumprimentaram com apertos de mão e sorrisos e se reuniram por cerca de 30 minutos no escritório presidencial, antes da solenidade de posse.
Uma multidão aguardava os dois na porta do palácio. Nos arredores do prédio, foram expostos cartazes e faixas com apelos a Hollande. Nos apelos, as pessoas pedem providências para controlar a crise e promover um governo igualitário. Também há elogios e desejos de sorte no cargo.
A expectativa é que Hollande anuncie o nome do seu primeiro-ministro antes de viajar para Berlim, onde se reúne com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. O nome apontado como o mais provável para o cargo é o do deputado socialista Jean-Marc Ayrault. O presidente da Autoridade dos Mercados Financeiros (AMF), Jean-Pierre Jouyet, amigo do presidente eleito, confirmou Ayrault.
O restante da equipe de Hollande deve ser conhecido no dia 16, depois de ele concluir parte da agenda internacional. As especulações em torno dos escolhidos vão desde ambientalistas até colaboradores de campanha.
Em meio às escolhas dos ministérios, Hollande organizou uma intensa agenda internacional. Ele pretende viajar ainda hoje para Berlim, para uma reunião com a chanceler Angela Merkel, com quem deve conversar sobre as propostas para conter os efeitos da cris econômica internacional. Depois, no dia 17, vai para os Estados Unidos.
Nos Estados Unidos, Hollande participa das cúpulas do G8 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia), prevista para os dias 18 e 19, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) – sobre a retirada das tropas do Afeganistão até o fim de 2014.
Eleito no dia 6 de maio com 51,6% dos votos, Hollande tornou-se o sétimo presidente e permanecerá cinco anos no cargo, podendo concorrer à reeleição. Ele é o primeiro socialista a chegar à Presidência, depois de 17 anos da direita no poder.
Fonte: Rede Brasil Atual
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| Qui, 10 de Maio de 2012 09:02 |
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| Dissidente chinês cego relata fuga e suposta agressão |
O dissidente cego Chen Guangcheng, que ganhou notoriedade ao conseguir fugir de prisão domiciliar na China e buscar refúgio na embaixada americana, relatou à BBC como conseguiu escapar de sua casa, apesar de forte monitoramento da polícia.
Ele ainda está em um hospital em Pequim, uma semana depois de ter deixado a embaixada dos Estados Unidos. Chen diz que está confinado em uma cama, com três ossos fraturados. À BBC, ele afirmou que sua família foi vítima de agressões violentas por parte de policiais e funcionários do governo da província de Shandong, onde ele estava em prisão domiciliar.
O dissidente disse que recebeu uma promessa do governo central da China de que as supostas agressões serão investigadas. Chen também acredita que receberá permissão do governo central para deixar o país e estudar no exterior.
Chen Guangcheng - conhecido como o "advogado descalço" - é um dos ativistas mais famosos da China. Ele perdeu a visão durante a infância e não pôde completar estudos jurídicos formais, pois cegos não têm permissão para frequentar universidades no país.
O ativista ganhou notoriedade ao acusar autoridades locais de terem coagido mais de 7 mil mulheres de sua província a se submeterem a abortos ou esterilizações, como parte de uma política de controle de natalidade. Ele também prestou assessoria jurídica a fazendeiros em disputas de terras e fez campanha pela melhora no tratamento de pessoas portadoras de deficiências.
Sua fuga espetacular, há duas semanas, ganhou destaque internacional. Após 20 horas fugindo, com a ajuda de amigos, ele conseguiu abrigo na embaixada americana. Também publicou um vídeo na internet pedindo que o governo chinês investigasse os abusos que sofreu. O episódio ganhou notoriedade ainda maior por acontecer na véspera de uma visita da secretária americana de Estado, Hillary Clinton, à China.
Na semana passada, Chen Guangcheng aceitou deixar a embaixada e foi internado em um hospital para se tratar dos ferimentos que sofreu na fuga. Do hospital em Pequim, Chen conversou com a BBC por telefone nesta terça-feira, 8.
BBC: Como você está agora?
Chen Guangcheng: Eu estou em um hospital em Pequim, com três ossos fraturados, e não posso me deslocar livremente. Estou em uma cama.
BBC: Como estão a sua mulher e os seus filhos?
Chen: Eles estão comigo e estão todos bem.
BBC: Você está feliz de se reunir com eles?
Chen: Não tão feliz, mas foi muito bom estar com eles, porque faz muito tempo que não ficava com meus filhos.
BBC: Você pode nos contar como conseguiu fugir da casa?
Chen: (Risos) Esta é uma história muito longa, eu só posso falar brevemente sobre isso. Me preparei muito tempo para isso. Estava sendo observado todos os dias por muito tempo, então eu tive poucos segundos para conseguir escapar da vista deles (os guardas). Eu me mudei para um outro quarto da casa e escapei. Eu tive que pular muros - oito no total - e havia mais de 60 pessoas com carros do lado de fora. Então depois de 20 horas, eu deixei o vilarejo.
No quinto muro, eu machuquei meu pé, então depois disso eu não conseguia caminhar direito, e tive que rastejar pelo resto do caminho. Eu rastejei por alguns quilômetros, até ser recebido por um de meus amigos.
BBC: Você tinha medo de ser visto pelos guardas?
Chen: Eu estava muito preocupado em ser detectado pelos guardas. Se eles me pegassem, eu não consigo nem imaginar as consequências disso.
BBC: Você pode nos contar o quão ruim foi a experiência de ficar em prisão domiciliar?
Chen: É horrível. No começo, mais de 70 ou 80 pessoas entravam na minha casa. Certa vez, mais de dez homens fortes agrediram a minha mulher por várias horas. Eles a cobriram com um edredom e começaram a bater nela. Eram todos da delegacia de polícia ou funcionários do governo municipal. Não tinham autoridade ou permissão para fazer isso. E eles roubavam qualquer coisa que achassem de útil na minha casa, como livros, televisão ou computador.
De julho a agosto do ano passado, todos os dias, de manhã e de tarde, havia pessoas fazendo buscas na minha casa. Isso durou até setembro. Eles estavam nos observando, não importava o que fazíamos - seja comer ou descansar. Às vezes eles nos agrediam com muita violência, mas nós não podíamos consultar qualquer médico.
BBC: O que vai acontecer agora? Você pode deixar o país?
Chen: Eu acho que posso, porque várias pessoas do governo central vieram me visitar e deixaram claro que eles precisam proteger meus direitos como cidadão.
BBC: Eles falaram isso desde que você deixou a embaixada americana?
Chen: Sim.
BBC: Eles dizem que não sabiam o que estava acontecendo com você?
Chen: Sim, é isso que eles disseram.
BBC: A sua família poderá viajar com você?
Chen: Sim.
BBC: Quando você espera que isso vá acontecer?
Chen: Eu ainda não sei, porque eu estou sem passaporte.
BBC: Você ficou surpreso com tudo isso acontecendo de forma tão rápida desde que você fugiu?
Chen: Não estou nem um pouco surpreso. Porque eu acho que quando coisas ilegais são expostas ao público, elas precisam ser resolvidas de forma muito rápida.
BBC: Você correu riscos enormes, tanto para você mesmo quanto para sua família. Valeu a pena?
Chen: É difícil dizer. Eu nunca me arrependi. Se tudo valeu a pena, isso vai depender em como a sociedade vai reagir.
BBC: O que você quer do seu país? O que você espera conseguir?
Chen: Eu só espero que nosso país respeite as leis. Eles deveriam parar de me agredir e à minha família. Espero que o governo central comece a investigar o que aconteceu, sem se importar com quem está envolvido ou com a hierarquia das pessoas. Eu só espero que minha família e eu sejamos recompensados. É isto que eu gostaria de ter, neste momento.
Fonte: BBC Brasil
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