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Sex, 17 de Fevereiro de 2012 11:01    PDF Imprimir E-mail
Prefeitura identifica focos de dengue dentro do Pinheirinho
Focos de dengue no PinheirinhoA Vigilância Epidemioló-gica de São José dos Campos iniciou uma varredura em busca de focos do mosquito da dengue no Pinheirinho, na zona sul da cidade.

Desde a última sexta-feira, cerca de 40 agentes de endemias percorrem a área recolhendo materiais que podem servir de criadouros.
A operação começou após a descoberta de larvas do Aedes Aegypti no local, considerado ponto crítico devido à grande quantidade de vasos sanitários, caixas d’água e pneus abandonados em meio a escombros.
São José foi incluída pela Secretaria Estadual da Saúde entre as cidades com risco de epidemia de dengue neste ano. Desde janeiro, o município registrou nove casos da doença (cinco importados e quatro contraídos na cidade) --em todo o ano passado, foram mais de 2.000.
A área do Pinheirinho foi desocupada no dia 22 de janeiro. Desde então, o terreno de 1,3 milhão de metros quadrados está repleto de entulho remanescente da demolição de aproximadamente 1.500 casas.
Hoje termina o prazo dado pela prefeitura para que a massa falida da empresa Selecta S/A, dona da área, realize a limpeza do terreno, sob pena de multa de R$ 11 mil (valor que pode dobrar a cada mês de descumprimento da ordem).

Dengue.O mutirão contra os criadouros da dengue no Pinheirinho começou na última sexta-feira.
Diariamente, 40 agentes da Vigilância Epidemiológi-ca, com o apoio do Centro de Controle de Zoonozes, vão à área e recolhem materiais que podem acumular água parada e servir como criadouros para o mosquito.
Os objetos, como vasos sanitários, baldes, potes, caixas d’água, são juntados em pontos comuns. Depois, um caminhão recolhe os itens e os leva a um depósito da Urbam.
“Uma área daquele tamanho, cheia de entulho, com as chuvas recentes e este calor, é tudo o que o mosquito precisa para se desenvolver. Precisávamos tomar uma medida naquela área”, disse Marcelo da Silva Gasch, coordenador do departamento de Políticas de Saúde da prefeitura.
Segundo Gasch, recolher estes objetos é a primeira etapa do planejamento. Logo depois, a área receberá nebulização (agentes com jatos de inseticida) e larvicidas. A ação não tem prazo para terminar.
“Ainda avaliamos fazer o fumacê. Não é um procedimento padrão mas, por ser uma área enorme, pode dar resultado. Vamos avaliar.”
Nenhum representante da massa falida da Selecta foi localizado ontem para falar sobre o assunto.

Protesto. Ontem, diretores do Sindicato dos Servidores estiveram no terreno e protestaram pelo fato de funcionários públicos recolherem entulho de uma área privada.
“Checar se há focos de dengue é uma coisa, retirar estes entulhos é outra. Além disso, há muito risco para os funcionários”, disse Zelita Ramos, diretora do Sindicato.
A prefeitura alega que não há irregularidades na ação, pelo fato de o terreno representar um risco à saúde pública

OAB pune advogado que citou 'mortes'
São José dos Campos

A subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José extinguiu sua Comissão de Direitos Humanos, que era presidida por Aristeu César Pinto Neto.
A decisão foi tomada, segundo o presidente da entidade, Julio Aparecido Costa Rocha, por causa de “declarações indevidas” dadas por Neto durante a desocupação do Pinheirinho, no mês passado.
Neto afirmou, como representante da OAB, que o Estado agira com “violência” e que havia “mortes, inclusive de crianças”. Ele também denunciou o desaparecimento de sete ex-moradores da área.
As declarações foram reproduzidas em diversos meios de comunicação do Brasil e do mundo. Neto também é advogado do movimento sem-teto.
Logo após suas declarações, Julio Rocha emitiu nota afirmando que o posicionamento não representava a visão da OAB. Até hoje, nenhuma morte ou desaparecimento foi confirmado.
Ontem, o presidente da OAB informou que, por enquanto, responderá pela defesa dos direitos humanos na subseção de São José.

Outro lado.Aristeu Neto foi procurado ontem, mas não retornou as ligações.

A DENGUE EM S. JOSÉ
risco
A Prefeitura de São José dos Campos teme que a cidade sofra com uma epidemia de dengue entre março e abril

época
O excesso de chuvas e o forte calor, típicos desta época do ano, são os fatores que elevam o risco da proliferação do mosquito da dengue

combate
A Vigilância Epidemiológica de São José conta atualmente com 174 agentes que atuam em toda a cidade

casos
São José tem nove casos de dengue em 2012: cinco importados e quatro autóctones

 

Fonte: O Vale

 

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