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Em palestra no Seminário comemorativo dos 20 anos da FEM/CUT-SP, o presidente nacional da CUT, Artur Henrique, disse aos 200 dirigentes do ramo metalúrgico que o Brasil precisa urgente de uma reforma política. “Os empresários tiveram mais avanços no Congresso, do que nós trabalhadores. Por exemplo, a jornada está parada. Sabem porquê? Como não temos uma reforma política, os partidos, ligados aos banqueiros, às grandes construtoras, agem de acordo com os seus interesses. O ex-presidente CNI e o líder da bancada dos ruralistas votaram na Dilma, mas na hora de discutir jornada de 40 horas ou reforma agrária eles olham para a gente e dizem que não vai virá. Por isso, nossa pressão e mobilização é fundamental”, disse.
O sindicalista defendeu que a segunda reforma é a tributária, lembrando que não adianta o Brasil ser a 6ª maior economia do mundo e possuir a 82ª pior distribuição de renda do planeta. “Temos uma desigualdade de renda gritante, embora obtivemos avanços significativos nos últimos nove anos. É fundamental aumentar o salário, mas tem que cobrar mais impostos de quem ganha mais e reduzir os impostos de quem ganha menos. Todo mundo que tem carro paga IPVA, mas vocês sabiam que quem tem helicóptero e lancha não pagam?”, questionou. Artur salientou que as reformas agrária, da comunicação e sindical também estão na lista de prioridades.
Crise
O presidente fez uma análise da conjuntura internacional e abordou os efeitos da crise nos países desenvolvidos, Estados Unidos e Europa, que vêm destruindo os direitos dos trabalhadores e as políticas públicas e sociais. “Os bancos foram os maiores beneficiados pela crise”, afirma. Artur comentou que no Brasil a situação é diferente. “Os reflexos da crise estão chegando, estamos sentindo as alterações no câmbio e a vinda dos produtos chineses. Mas o governo Dilma fez bem a lição de casa e investiu no mercado interno, adotando medidas que desoneraram os impostos”. No entanto, o presidente nacional argumenta que é fundamental debater uma política industrial, que proteja a indústria nacional, bem como exigir conteúdo nacional e cobrar contrapartidas sociais, como a manutenção e geração de empregos, das empresas beneficiadas pelos empréstimos do BNDES. “Precisamos saber o que está em disputa. Temos um papel fundamental de pressão e organização”, finalizou.
Fonte: CNM/ CUT
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